terça-feira, 29 de julho de 2008

Trabalho. Papo sério!

Antecipando às críticas, esta semana não falarei da Nanade. Semana passada ela foi o foco e espero não receber denúncias sobre teorias da conspiração contra o universo feminino. Outra coisa, algumas pessoas pediram para eu fazer um vídeo da Dança do Pombo. A possibilidade disso ocorrer é zero. Já basta o tombo no "trenó de verão" para as pessoas ficarem rindo da minha cara.

Nosso espaço serve para entreter e informar. Desta forma, iremos focar mais na parte informativa esta semana e não haverá muitas gracinhas. O assunto em foco é o trabalho. Gostaria de compartilhar algumas dicas e informações sobre as diferenças que encontramos por aqui para melhor nos adaptarmos.

O inglês está cada dia melhor. A compreensão está 100%, tirando as novas palavras que sempre faço questão de anotar em toda reunião e também algumas pessoas que costumam mumblar (to mumble) . A linguagem falada melhorou muito, cada dia mais eu vejo menos caras de interrogação e testas franzidas que claramente significam "what the hell is he trying to say?". Meu próximo objetivo é conseguir conectar as palavras nonetheless e whatsoever em algum dos meus discursos. As palavras não significam "nada", mas são muito bonitas, vocês não concordam?

Para alcançar estas melhorias eu inseri algumas atividades e mudanças de comportamento em meu dia a dia. Quando vou ao trabalho de carro (hummm acabei de perceber que deveria ter escrito o post sobre a compra do carro antes desse, mas agora é tarde, prometo que será o próximo) sempre escuto estações de notícias para melhorar o meu listening. Durante o dia procuro pensar tudo em inglês, ao invés de traduzir somente no momento de falar algo. Isso força o cérebro a ficar em english mode o tempo inteiro. Outra mudança sutil foi nas minhas senhas. Parêntesis para explicar melhor o assunto. Crio minhas senhas baseadas em frases que lembrarei facilmente e retiro a primeira letra de cada palavra. Assim, quem iria tentar colocar uma senha dessas 2Haqmecpnpcg? Porém, se eu disser que esta senha derivou da frase "2 Hamburgueres alface queijo molho especial cebola pickles num pão com gergelim". Ficou fácil, certo? A mudança que fiz é que agora as frases são em inglês e isso permite que minhas horas em english mode não sejam interrompidas no momento de colocar as senhas, que ocorre muitas vezes ao dia. Assim, a cabeça é bombardeada com inglês. Em casa, tentamos falar em inglês, mas nem sempre é possível. A Nanade está bem saidinha, mas ainda está no ponto de cansar depois de algum tempo. Isso é normal, então voltamos para o português.

Dicionário business:
  • Fly by night people. tradução literal "pessoas que voam durante a noite". Pessoas que ficam um curto espaço de tempo nas empresas por opção (aqueles que gostam de trocar muito de emprego) ou por fazer parte da carreira que escolheu (telemarketing, vendedores de porta em porta, etc). Exemplo: "I won't assign this responsibility to these fly by night people".
  • Good for you. Tradução literal "bom para você". Muitas vezes é usado de forma a ignorar ou desmerecer o que acabou de dizer, bem parecido com o uso do whatever, as vezes com uma cara bem simpática. Exemplo: Ok, I am going to a meeting now. "yeah, yeah, good for you".
  • Anõno. Tradução literal.... ???????. Usado por quem gosta de mumblar. Depois da quinta vez que a pessoa se expressa dessa forma você consegue entende que é I don't know. Exemplo: Who is responsible for that? Anõno
  • Use a bigger stick. Tradução literal "Usar um bastão maior". Usado quando é necessário agilizar alguma coisa, colocar mais pressão sobre determinada pessoa. Exemplo: "This schedule is delayed, we've got to use a bigger stick, otherwise it will not succeed"
  • Motherf... Tradução literal (não precisa). Esta palavra nem deveria estar aqui. Ela só é usada em situações onde as pessoas se conhecem bem ou se alguém quer arrumar confusão. Inseri a palavra, pois acredito que ela seja a mais engraçada da língua inglesa. Não existe uma sitação onde ela seja utilizada que você não tenha vontade de soltar uma grande risada. Bom, pelo menos eu tenho. Exemplo: "What are you doing motherf...?" AHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Eu realmente acho engraçado.
O dia a dia da empresa é bem interessante. Uma coisa bem clara é que aqui eles de fato não dão a mínima importância para a forma que a pessoa se veste ou para o estilo de vida de cada um. Você encontra de tudo, piercing esquisitos, rabos de cavalos em senhores, idades avançadas ou curtas demais, saias avançadas ou curta demais, calças rasgadas, maquiagem em homem, mulher vestida de homem, senhoras vestidas de menininhas de 20 anos.

Aliás, talvez esta seja a única história engraçada deste post. Eu fui para uma reunião onde necessitava apresentar um plano para uma determinada atividade. Meu chefe me avisou para eu tomar cuidado com uma senhora que normalmente era mais crítica sobre as questões que seriam discutidas, pois se tratava da área que ela gerenciava. Prontamente peguei o telefone e demonstrei algumas diretivas para ver se as coisas estavam de acordo com o que ela esperava. Eu não queria nenhuma surpresa numa de minhas primeiras apresentações. A pessoa por telefone foi muito seca, para não dizer grossa, e criou alguns problemas de antemão. No dia da reunião a sala tinha umas 5 pessoas, entre elas uma senhora com uma cara bem simpática. Logo vi que aquela não era a mulher que eu havia falado pelo telefone, uma vez que já havia criado uma imagem em minha cabeça depois das "patadas"que havia levado e olha que nós nem mesmo havíamos chegado nos pontos polêmicos. A medida que as discussões foram acontecendo, percebi várias caras de "what the hell is he trying to say?", menos da senhora simpática. Fiquei bem a vontade para voltar toda a minha atenção para ela, pois estava sendo bem compreendido e aceito pela sua visionomia, certo? Errado! Depois que a mulher abriu a boca pela primeira vez percebi, pela voz, de quem se tratava. Era ela! A própria! Havia acabado de passar por uma sessão de plática com botox, ou algo do tipo. A mulher não fazia cara de "What the hell.." por que não conseguia. Ela tava a cara da Gretchen, quando falava, a sobrancelha levantava automaticamente e sem sincronia, quando a boca fechava a cara voltava para o estado inicial. No decorrer das discussões eu não conseguia entender se eu estava conseguindo mudar suas idéias com os meus argumentos ou não, pois ela não expressava qualquer reação. Não sei se aquilo é estratégia ou erro médico, mas estava tornando minha vida um inferno, principalmente porque sentia vontade de rir a todo momento. As técnicas de apresentação indicam que você deve pegar os argumentos que estão sendo aceitos e discorrer mais sobre a assunto para tentar vender a idéia. Além disso, eu li o livro "Linguagem Corporal" e procuro utilizar aqueles ensinamentos nestes momentos. Mas como fazer isso? Eu não conseguia entender o que se passava na cabeça da mulher até que ela abrisse a boca (e a sombrancelha levatasse automaticamente e sem sincronia). Eu quase falei "olha só, vamos combinar assim, se você concordar com o que estou falando, fique com essa cara feliz, ela está de acordo com a situação. Porém, se não concordar, por favor cuspa na mesa. Assim, terei uma melhor idéia dos meus próximos passos.". Essa foi uma das reuniões mais difícieis que já enfrentei, mas no final tudo se resolveu. Ela colocou os pontos que achava relevante e que, na visão dela, seria melhor para que sua área pudesse realizar seu trabalho da melhor maneira possível. Whatever, good for you, motherf...

Outra coisa bem interessante aqui no Canadá é a possibilidade da licença maternidade também ser uma licença paternidade. Funciona assim, o governo paga, durante um ano, 55% do salário das pessoas para que a mãe OU o pai fique em casa com a criança. Há um teto para esse montante. Algumas empresas, como a que trabalho por exemplo, ainda complementam com porcentagens de 10 a 30% durante este período. Lá na empresa um dos project managers tirou uma licença paternidade de 6 meses e depois voltou como se nada tivesse ocorrido, seu emprego garantido, seu lugar reservado, etc. Na minha cabeça de brasileiro, se uma pessoa passa 6 meses fora da empresa e ninguém dá falta, é porque ele não é necessário. Aliás, se uma pessoa passa 1 semana fora e ninguém dá falta, pode mandar embora. Acho que esta idéia retrógrada está enterrada na minha cabeça, mas fiquei muito feliz em saber que aqui as coisas são diferentes. Eu comentei isso com um canadense que defendeu este direito com todos os argumentos. Espero um dia compartilhar este pensamento de maneira tão convicta.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mudança de abordagem e NANADE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gostaria de comunicar que iremos mudar nossa abordagem para inserir posts aqui no blog. Essa nossa tentativa de juntar assuntos e escrever quando tivermos baboseiras suficientes não está dando certo. Começam a acontecer um monte de coisas e ficamos com preguiça (eu particularmente) de relatar tudo que se passa. Por isso estamos demorando tanto para inserir novo material. Além disso, tivemos uma experiência muito ruim com este blogger. Tínhamos um segundo post, quase todo preparado, faltavam apenas os retoques finais e quando fui modificá-lo, apertei delete depois de marcar tudo. Como o Blogger salva tudo imediatamente, perdemos todo conteúdo. Fiquei indignado e entrei em luto. Agora escreveremos tudo em doc e depois transferiremos para cá.... ou não. Os posts serão pequenos e mais frequentes.

Gostaria de fazer um protesto em relação a operação reclamação contra a ausência da Nanade no último post. O post seria único, mas como estava muito grande acabei dividindo em 2. Assim, as novidades da Nanade ficariam para o segundo e mais importante, pois o melhor sempre vem no final. Certo? Pois é. Quando ela fez a revisão final já de uma reclamada, mas nada que a minha "Pimp Hand" (vulgo tapeira na fuça) não resolvesse. Porém, algumas pessoas nos enviaram mensagens reclamando que não haviam ouvido nada da Nanade. Inclusive colocaram mensagem nos comentários (obrigado, hein, Li e Karllus) e isso gerou um movimento separatista de blogs em nosso lar.

Nheeenheeee nhee esse blog é só seu buaaaa buuaaaa buaaaa. Até as pessoas nheee nheee bla bla bla bla percebem buaaaaaaa buaaaaaaa buaaaaaaaa.

A Nanade tá aqui do lado dizendo que ela não fala assim. Mas é assim que eu escuto. Todos os homens sabem o que estou dizendo.

As notícias da Nanade nos holofotes. O inglês está melhorando muuuuuito. Tivemos que fazer o OHIP e esquecemos de levar o comprovante de residência com o nome dela. Resultado, ela teve que voltar lá SOZINHA para resolver o problema. Este já é um outro estágio. Agora ela começa a se virar realmente sozinha. Esse papo de já conseguir fazer compra é balela, pois é só apontar o que quer e perguntar "how much". Agora tirar um documento dentro de uma instituição provincial, já é outro nível. Acham pouco? Tivemos problema com nosso PR Card. O fax chegou até o local com problema no endereço e depois de 2 meses ainda não havíamos recebido. Liguei e pedi para colocarem o nosso endereço novo. Para nossa surpresa uma semana depois chegou apenas o meu cartão. Liguei lá e eles falaram que a Nanade deveria entrar em contato. Eu não poderia fazer isso por ela. Eu disse que ela ainda não tinha domínio completo da língua e que eu poderia fazer uma ponte como intérprete. Eles foram rigorosos e disseram que nem isso poderia fazer. Avisei para a Nanade do trabalho e disse que a ajudaria quando chegasse em casa. Porém, tive uma grata surpresa naquela tarde quando cheguei em casa. Pois ela já havia ligado e se virado sozinha. Para quem já passou uns tempos em um país de língua inglesa sabe que falar ao telefone é uma das tarefas mais complexas, pois você não tem outros recursos para interpretar o que está ocorrendo na conversa. Muito orgulho, muito orgulho.

Tenho que contar também uma que a Nanade aprontou para mim. Estamos casados há quase 7 anos (segunda feira é nosso aniversário de casamento) e todos sabem como é vida de casado. Os homens, caçadores por natureza, aprendem quais são os sinais que permitirão um ataque noturno às presas disponíveis. Isso tudo na verdade é um jogo. A Nanade sabe que se eu entrar no quarto imitando a dança sexy que o pombo faz para a pomba (or whatever), ela está perdida. O único amuleto dela contra esta infalível técnica de sedução é a placa dental, que é o sinal claro que daquele mato não sairá nem pensamento, quanto menos entrar. Um dia desses, cheguei em casa cheio de amor para dar e recebi logo um balde de água fria. Não adiantaria a dança do pombo, ou qualquer outro artifício, pois a placa estava lá. Perguntei, ainda num último ato desesperado. Princesa, verão, calor, malhação, jovens, casados, livres, juntos, sozinhos, isso não te remete a bons pensamentos? "Nem vem! Ontem eu me insinuei e você nem me ligou". Hein?! Você se insinuou para mim e eu amarelei? Eu disse não? Quando? Como? O que rolou? "É! Eu cheguei para você naquela hora e disse: amor, você está cheirando a pinga...". Silêncio no recinto, minha cabeça tentando processar as últimas palavras, eu podia ouvir meu cérebro tentando buscar qualquer conteúdo que fizesse sentido naquele momento. Princesa, foi isso? "Sim, era para você entender que era para ir tomar um banho e depois namorarmos". Minha nossa, estou lisonjeado. Esta foi a melhor cantada que já recebi na vida. Meus conceitos mudaram, qualquer coisa que ouvir a partir de hoje será motivo para ir tomar um banho. Andando no parque, "ihhh, amor acho que você pisou no cocô do cachorro". Só se for agora!!!!! Onde???!!!

Pessoal, quem estiver vindo do Brasil, me façam um favor de trazer uma garrafa de 51. Apesar de não beber, acredito que será muito útil para mim em terras canadenses.

Bonita, apesar disso tudo, você é a parte mais importante deste quebra-cabeça, o cuspe do meu selo, o óleo do motor, a atriz principal deste filme, o teflon da frigideira, o ar, o sal, a gota de chocolate, mas se me pentelhar I 'll have to show you my pimp hand.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Amadurecimento no Trabalho

Demorei para retornar e isso causou um enorme acúmulo de assuntos. Acredito que este post será bem grande. Aviso para aqueles que estão dispostos a irem até o fim que deverão levar algum tempo por aqui. Enjoy it.

Começo cumprindo a promessa que havia feito em relação ao seguro saúde junto à GTA. O final da história é a seguinte: eles ficaram nos ligando todos os dias durante duas semanas seguidas dizendo que não estavam achando um dermatologista. Depois disso, falaram que nós teríamos que achar por nossa conta (???!!!) e por fim marcaram uma consulta com outro clínico geral (???!!!) que ainda por cima ficava longe de casa. Acabamos não retornando, pois já havíamos feito isso uma vez e nada adiantado. Nosso seguro acabou no domingo passado e agora iremos ser atendidos pelo convênio do trabalho e o OHIP. Resumo de nossa experiência. Se for para ser atendidos para uma besteira, eles funcionam bem. Porém, se for necessário algo mais "elaborado", será preciso paciência. Ainda bem que não era nada grave.

Esta semana um amigo chegou à Toronto e durante nossas conversas ouvimos vários comentários em relação a mudança de estratégias ou escolhas mais acertadas devido ao que havíamos escrito no blog. Isso foi muito gratificante, pois vimos que realmente além de ser um grande poço de bobagens, este espaço está ajudando aqueles que estão vindo para cá. O sonho do meu pai sempre foi ser palhaço em hospital e parece que mais uma vez estou seguindo seus passos. Estou passando mensagens bem humoradas para pessoas, digamos, doentes (no mínimo loucas) e isso me traz um retorno fantástico de satisfação pessoal. Diria que somos parte dos Imigrantes da Alegria.

Vamos ao que interessa. A continuação das minhas primeiras impressões e descobertas sobre a vida do imigrante trabalhador. A primeira semana é igual em todo lugar. Você precisa correr atrás de material de trabalho, crachá, notebook, telefone, contatos, etc. Essa fase serve para começarmos a nos ambientar com a dinâmica das empresas. Você é sempre o "new guy" (tem até um filme sobre isso) cuja tradução real seria "café com leite". Tudo que você fala, quando fala, é deixado em segundo plano, mas isso é normal. Na verdade você está ali mais para escutar do que para falar. A segunda semana foi esquisita para mim, pois algumas vezes senti que tive argumentos desconsiderados pela falta de fluência no inglês. Isso mesmo! Pensamos que ao encontrar emprego as coisas estão todas resolvidas, mas como sempre, vemos que apenas os desafios que mudaram. A questão da fluência do inglês me trouxe uma insegurança temporária e percebi que comecei a ficar mais introvertido. Quem me conhece não consegue imaginar isto ocorrendo. Dica importante: este sentimento é normal para quem chega aqui. Aliás, isso é normal para todos que mudam de emprego, mas por motivos óbvios, sentimos mais nesta situação. Fiz uma pesquisa rápida entre os amigos e pude atestar esta realidade. A insegurança durou uma semana e a medida que fui pegando mais responsabilidades percebi que realmente é apenas uma questão de adaptação.

Minha participação nas interações entre as equipes aumentaram e pude perceber que as pessoas são extremamente competentes. Muitas vezes ouvi no Brasil que todo brasileiro vai ser dar bem por aqui, pois somos um povo trabalhador, que seguramos qualquer barra e que gringo não é assim. Eu já ouvi diversas vezes pessoas dizendo a seguinte frase: "brasileiro no exterior janta todo mundo, pois tem uma visão bem ampla das coisas.". Eu acredito que ter visão ampla das coisas é uma grande habilidade, mas o que os brasileiros esquecem (claro que me coloco na lista) é que esta característica é muito importante para um mercado que a requer. Aqui as empresas não têm esta visão, pois o mercado quer que cada um tenha a sua atividade bem definida e que sejam muito bons no que fazem. O que isso influencia em nossa vida? Darei um exemplo prático. Indiquei um amigo para uma vaga de desenvolvedor numa empresa. Ele, assim como eu fazia, colocou todas as suas habilidades (.NET, Java, Delphi, etc). Falei com o empregador e o seu primeiro comentário foi: "estou procurando um programador para plataforma .Net, fale com seu amigo para limpar o CV e colocar só o que precisamos". Nossa visão no Brasil é "eles querem contratar o Robin, mas vou mostrar para o empregador que sou um super homem". A visão do empregador é "quero contratar um Robin, mas vou pedir um super-homem". Em outras palavras eles querem contratar o super homem com salário de Robin. Aqui, quando a vaga é para Robin, o Super Homem tem que se vestir de Batman's bitch para estar apto a participar do processo. :-) Essa é uma dica muito valiosa para todas as áreas.

Como eu trabalhava em multinacional, muitas vezes ficava doente com o fato de sempre ter que ter 15 pessoas numa reunião para poder resolver um assunto. Isso me ajudou, pois aqui é sempre assim. Você quer fazer um sanduíche de queijo com presunto? Tem que ter os profissionais do pão (o padeiro, o comprador e o cortador), os profissionais do queijo (o "escolhedor" de tipo e cada um dos especialistas nos diversos tipos), os profissionais do presunto (mesmo que o queijo), o coletor do pedido, o cliente e o empacotador do sanduíche. Para não entrar numa discussão sem fim sobre este tema, gostaria de lembrar que esta abordagem tem vantagens e desvantagens como tudo na vida. O problema é que quando estamos no Brasil vemos somente as desvantages, pois estamos num mercado mais "dinâmico", que precisa sempre das respostas para ontem, todos fazendo tudo e ninguém com responsabilidade alguma. Cachorro de dois donos, ou morre de fome ou "empanturrado". Assim, o profissional brasileiro sai para comprar os ingredientes e ele mesmo monta o sanduíche. Além disso, esse mesmo profissional tem que saber fazer hamburguer, misto quente, pizza na ciabatta, sanduíches árabes e alguns drinks elaborados, sendo este um grande diferencial. Aqui no Canadá cada um tem sua responsabilidade bem definida e é cobrado por isso. Isso abre vagas para todo mundo, independente de idade. Estes dias participei de uma reunião que tinham uns desenvolvedores de software contratados. Os meninos não tinham saído nem da frauda ainda. Com certeza eles aprenderam a desenvolver no computador das Meninas Super-Poderosas, Xuxa, sei lá. Porém, quando a reunião começou, era visível o nível de conhecimento deles. A estrutura montada por processos também ajuda muito no momento de encontrar os melhores caminhos e isso facilita principalmete àqueles que estão no início de carreira.

As reuniões são uma grande escola de inglês. Gostaria de colocar aqui algumas expressões que venho aprendendo neste período. Tenho certeza que será uma contribuição valiosa.
  • Ballpark. Tradução literal "A park or stadium in which ball games are played". Muito usado quando as pessoas procuram estimativas. Exemplo: I need these costs. Could you give me a ballpark?
  • Kind of thing, type of thing. Tradução literal "Tipo de coisa". Usado para estender as frases para que pareçam muito elaboradas ou complexas. Exemplo: "I will create a new style. It would be a tribute page kind of thing."
  • Pinching roses. Tradução literal Pinching "To squeeze between the thumb and a finger" and Roses... Usado quando querem dizer que a situação pode não ser das melhores, que necessita bastane cuidado para não se machucar. Exemplo: "If we choose this approach we will be pinching roses in the future."
  • Sufixo -ish. Tradução literal "The suffix -ish usually indicates approximation". Usado em tudo, normalmente quando a pessoa não quer usar "kind of thing" ou realmente para aproximação. Exemplo: What time will you travel? "8 ish!"
  • Just because. Tradução literal "apenas porque". Esse uso é interessante, pois normalmente necessitaria de uma complemento, mas quando é usado simples assim como uma resposta, indica mais ou menos "for no reason" ou "porque sim", "porque eu to mandando", "porque to afim". Exemplo: "Why are you doing that?" ..."Just because!"
  • The other way around. Tradução literal "with the order reversed" ou vice versa. Porém, já o vi ser usado numa situação curiosa quando uma pessoa queria dizer que outra não tinha a menor idéia do que estava acontecendo. Seria o famoso "Ou não" do Caetano Velozo. Exemplo: "This product X does this, this and that." Resposta sarcástica "Or the other way around"
  • Whatever. Esse não vou colocar tradução literal, pois existem várias, mas gostaria de comentar o uso mais interessante que vi. Ela é uma maravilha criada para você educadamente dizer à outra pessoa num tom sempre formal: "eu estou literalmente c...... para o que você acabou de me falar". Exemplo: Whatever!

Irei incluir mais palavras a esse dicionário a medida que for encontrando usos interessantes ou expressões.

Dica importante também aprendida no ambiente de trabalho. Quando forem contar uma história, seja ela positiva ou negativa, nunca comentem qual é a origem da pessoa. Isso pode passar a impressão que você tem a intensão de dizer que aquilo só ocorreu porque a origem da pessoa é X. Esta interpretação pode ser considerada harassment e te causar grandes problemas.

As aulas práticas diárias já fizeram meu inglês melhorar em um mês mais do que o ano passado inteiro. Agora não preciso usar mais o método "Domingo no parque do Silvio Santos" que consiste em dizer "YES" para qualquer coisa que não entende. Porém, não é qualquer yes, tem que passar credibilidade nas respostas, aprendi com o meu amigo Camila. O segredo é demonstrar sabedoria na resposta. Deve-se fazer uma cara de inteligente, pensar durante 2.3 segundos, apontar o dedo para algo relevante dentro do cenário e confiantemente responder... "YES". "A reserva que o senhor fez do carro expirou, assim o senhor poderá escolher entre o carro x ou y"....... "YES.

As viagens de metrô continuaram. Acabei de ler o livro Marley e Eu durante minhas viagens. Aliás, ainda bem que o penúltimo capítulo eu estava em casa, senão passaria vergonha no meio da rua. Comecei então a ler o outro livro que havia comprado "No Country for an Old Man". Minha nossa! Que livro chato! Eu não consegui passar da vigésima página. A linguagem é muito rebuscada e a forma do autor escrever é chata. Tudo ele descreve dizendo que "o céu estava azul e o vento batendo e as nuvens pairando e o chão fervendo e as árvores"..... Chega! Será que ele não sabe usar vírgula? Resolvi então prestar atenção no livro que as outras pessoas lêem, assim poderia achar algo interessante para adotar como próxima leitura. Alguém já fez isso? Eu recomendo! É uma atividade bem interessante e sempre há livros que não combinam com o perfil das pessoas. Você fica imaginando qual foi o trauma que as pessoas tiveram para encarar aqueles títulos (Vou ser sincero! Perdi o papelzinho onde anotei alguns comenários e não conseguirei fazer as piadas, pois já faz um tempo. Ficarei devendo). Minha estratégia era ficar com um papel (que perdi) e caneta na mão e anotar todo livro que via. Depois procurava na internet para ver o que me agradava. Durante uma dessas viagens eu estava sentado nas cadeiras voltadas para o centro do vagão. À minha frente, do outro lado, havia um senhor lendo um livro. Eu tentei ler o título e não consegui. No esforço para tentar um melhor ângulo eu me inclinei para frente de tal forma que não tinha como disfarçar o que eu estava fazendo. Acho que o senhor percebeu e levantou a cabeça para "tentar" me olhar. Digo tentar, pois este senhor tinha um pequeno problema que eu conceituaria como um "too lazy eye", Janio Quadroish, aliás até pior. Ele tinha a capacidade de olhar para o blind spot sem mexer a cabeça... para os dois lados... ao mesmo tempo. Aliás, eu acho que o livro estava em seu blind spot. Com certeza ele deve ter reprovado no road test, pois não tinha como provar que havia feito a tarefa corretamente. Essa imagem veio a minha cabeça como um filminho e sozinho comecei a rir da situação. Quando me dei conta voltei o foco para o senhor novamente e ele ainda estava me encarando... eu acho. Retornei para a minha posição normal e enfiei a cara no bloquinho de anotações para não deixar escapar nada. Porém, o senhor não voltou a ler o livro. Fiquei meio sem jeito e resolvi trocar de lugar. Infelizmente isso não adiantou, pois o velho parecia quadro mal assombrado, qualquer lugar que eu fosse o olho dele estava sempre voltado para mim. O pior, acho que todos no vagão tinham a mesma sensação que eu. Depois desta, parei de bisbilhotar a vida secreta dos livros dos outros e perdi o interesse por leitura dentro do metrô.

Um ponto desagradável que tenho para falar sobre o metrô, mas infelizmente tenho que dizer, são as constantes ocorrências de OVNAs (Odores "Vudidos" Narina Adentro) durante a volta para casa. Essa foi a forma mais educada que encontrei para falar deste assunto. Eu relutei para falar sobre isso, pois muitos acharão grosseiro com razão, mas sem exagero, por dia são identificados no mínimo 3. É melhor que as pessoas estejam preparadas e levem uns lencinhos cheirosos na bolsa, sei lá. Acho que 17:00hs é a hora que o almoço já chegou num ponto sem volta e a quantidade de gente dentro do metrô ajuda a disfarçar possíveis criminosos. Eu já presenciei uma senhora começar a se abanar disfarçadamente por ter identificado um OVNA. Parecia que a senhora iria passar mal, mas ela se limitou aos gestos serenos. Aliás, as pessoas são muito educadas no Canada até nesta situação. Não há qualquer comentário, se fosse no Brasil já teria um engraçadinho gritando: "Meu deus do céu! Se pegar no olho, cega!". Tem algumas situações que se fôssemos calcular o Carbon Footprint (http://www.thegreenoffice.com/carbon/index.php) gerado pelo emissor, a pessoa teria que plantar 10 árvores ao chegar em casa. Outros teriam que sair plantando bananeira já do metrô. Certa vez eu estava sentado do lado de um rapaz e ouvi um barulho aterrorizante vindo de sua barriga. Eu não sabia se era falta ou excesso de comida, mas deu vontade de falar para ele: "meu amigo, o que quer que esteja aí dentro, por favor não deixe sair". Porém, não houve abertura, pois do jeito que ele estava, ficou! Minha única alternativa foi ficar monitorando a evolução da tropa até que chegou na minha estação e consegui sair ileso. Esse foi um dos bons motivos que me levou a acelerar a procura de um carro. Aliás, contarei mais esta aventura na semana que vem, pois este post já está muito grande.

Gostaria de deixar uma última dica por hoje. Ao chegar ao Canadá precisamos tirar o Social Insurance Number (SIN), que seria o equivalente ao Social Security Number nos USA ou o CPF no Brasil. A recomendação é que você só passe este número para o seu empregador e para o banco que vai abrir conta. Porém, é muito comum os estabelecimentos pedirem este número na maior cara de pau. Eu já vivenciei várias situações neste aspecto e minha estratégia é dizer que não estou com ele no momento, não sei o número de cabeça e se precisar depois eu o mando. Porém, nunca mais envio qualquer informação. Fica esta dica importante, pois com seu SIN as pessoas mal intencionadas podem fazer cartões de crédito, abrir contas em banco e outras coisas que podem te prejudicar.

Boa semana a todos.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Quebrando o Gelo

Precisamos escrever algo para não ficar apenas com o post inaugural do novo Blog. A estratégia agora é anotar tudo de interessante que vamos vendo para escrevermos algo estruturado quando conseguirmos juntar fatos suficientes. Assim, acreditamos que a periodicidade será bem irregular. Porém, pelo tanto de coisa que está acontecendo acreditamos que assunto não irá faltar.

Antes de começar gostaria de colocar nossa experiência com a empresa GTA (Global Travel Assistance). Fizemos o seguro de 90 dias para ficarmos tranquilo durante o período que não estamos cobertos pelo OHIP. Quando fechamos o pacote ocorreu um problema na hora do pagamento, pois o motoboy não esperou para pegar o dinheiro devido ao tempo que estava no estacionamento e precisou voltar no dia seguinte para completar a negociação. Liguei na empresa e confirmei que estava tudo certo. Pois bem, viajamos tranquilos e a Nanade precisou ser consultada por um dermatogogista, pois nossa estadia na granja deixou marcas. Perguntamos para nossos amigos médicos e eles disseram que não era nada para se preocupar, mas que deveríamos procurar um especialista. Ligamos na GTA num domingo para tentar marcar algo durante a semana e tivemos uma excelente surpresa ao recebermos um médico em nossa casa no mesmo dia, aproximadamente 2 horas depois da ligação. O médico, um senhor muito bem vestido e muito educado, entrou em nossa casa, olhou para a pele da Nanade e disse num tom muito confiante demonstrando que tinha certeza absoluta do que iria dizer: "Não tenho a menor idéia do que seja isso". Great! Neither do we! "Se eu fosse vocês procuraria um especialista". Bem, Senhor Doutor, foi isso que pedimos, mas a empresa de seguro mandou.... você! O que faremos agora? Ele disse que iria retornar ao seguro a necessidade de recebermos uma visita de um especialista. Dica importante: para ver um especialista aqui no Canadá é mais difícil do que nota de CAN$100.00. Você tem obrigatoriamente que passar por um clínico geral para depois entrar numa fila. Para transformar uma longa história, numa curta passagem, estamos esperando há 3 semanas para eles acharem um especialista. Aí então conseguiremos entrar na fila e quem sabe ser atendido no ano que vem. Quero crer que esta demora não seja proposital para que o tempo do seguro acabe. Fico com a obrigação de voltar aqui para esclarecer como acabou esta história.

Nosso dia a dia é decidir quais são as nossas prioridades para não enfiarmos os pés pelas mãos agora que voltamos a respirar. A sensação antes era como se estivéssemos segurando a saída de uma mangueira e a todo momento que pensávamos que tínhamos que comprar algo sentíamos que a mangueira estava enchendo. Sabem a sensação? O Tom e Jerry sempre passavam por este aperto. Agora estamos tentando comprar as coisas aos poucos. Porém, encaramos um outro problema bem conhecido pelos imigrantes, a falta de histórico de crédito. Aliás, fazendo um parêntesis para inserir um comentário muito inteligente de um amigo. Vir para o Canadá é um processo de rejuvenescimento. Parece que você volta a ter 18 anos, não tem carteira de motorista, não tem histórico de crédito, não tem experiência profissional, não sabe falar direito, fica nervoso ao interagir com os outros, enfim... Não conseguimos comprar um sofá no The Bay, estamos ralando para comprar um carro e já vimos que nossa HDTV vai demorar um pouco para chegar. O importante desse processo é que estamos nos divertindo durante as pesquisas de preço. Contaremos mais detalhes futuramente.

Por enquanto a única coisa que podemos comprar é filmes, temos obsessão por isso. Aliás teve uma história interessante neste sentido. Estávamos numa loja e a Nanade encasquetou que queria que comprássemos um DVD dos Smurfs. "Caramba, amor! $26 para ver smurfs é brincadeira, né?". "Então você vai lá no balcão e pergunta se tem algum outro filme dos smurfs por um preço melhor". "Jura??!! O cara vai rir na minha cara." "Ué, se não quer comprar esse, pergunta se tem outro". Como conheço a esposa que tenho, vi que era melhor perguntar, senão tomaria um preju por causa do Gargamel. Eu nunca pensei que seria tão complicado fazer esta pergunta. Parecia que eu estava indo numa farmácia perguntar se tinha supositório. Cheguei bem perto do rapaz no balcão e perguntei se havia algum outro filme dos smurfs. "What??!!". Voltei a perguntar em tom bem baixo se poderia haver a possibilidade, ainda que remota, de ter um outro filme dos smurfs por um preço menor que um salário mínimo. "HEY JEAN, IS THERE ANY OTHER ehhhh... SMURFS DVD THERE?". Todos na loja olharam para mim, parecia que eu tinha pedido viagra na farmácia de um asilo. Minha única reação foi apontar para a Nanade para ver se o foco de todos saia da minha pessoa. Parecia que o tempo havia parado. 5 minutos depois veio a resposta esperada. CLARO QUE NÃO! Quem diabos vai comprar filme dos smurfs?

Mudando de assunto completamente, muitos pediram para que eu transcrevesse as minhas primeiras impressões de como é trabalhar por aqui. Começo pela minha viagem diária para o local de trabalho que têm sido um exercício extremamente prazeiroso. Gasto cerca de 1 hora para pegar 3 metrôs para chegar ao trabalho. Li o livro Marley e eu, que aliás recomendo a todos aqueles que gostam da maneira que escrevo aqui, o John Grogan conseguiu demonstrar no livro uma visão muito bem humorada da vida. Hoje sou um grande fã. Cada trem tem uma particularidade. No trem da Bloor sempre há mensagens transmitidas via alto falante que até hoje não consegui entender. É sempre algo no estilo "Hearo algious caueh admiasjs something asaojasj Spadina Station". Minha estratégia é olhar para a cara dos outros usuários, se eles se assustarem sei que algo ruim ocorreu e precisaremos ficar parados 5 minutos em alguma estação. Isso já ocorreu umas duas vezes. Caso não haja reação alguma, então é algo tranquilo e não preciso me preocupar. No trem da Yonge ficam todos esperando na estação e a entrada no vagão é uma comédia. As pessoas esperam que todos saiam e correm feito loucos para pegar os acentos. Sempre muito educados, mas correm. Parece uma marcha atlética misturada com dança das cadeiras. Por fim, o trem da Sheppard, bem, ainda tenho que achar uma particularidade para este.

Chego todo dia de manhã e compro um café. Esse também era um hábito que tinha no Brasil, mas claro que aqui tem outras dificuldades. Como a água, que já comentei em outro post, aqui você encontrar café com todos os flavors, menos coffe flavor coffe. Café flavor Macadamia, café flavor mashmallow, café flavor irish whatever e na verdade todos são café flavor chafé. Além disso, eles gostam de tomar café pingado (como chamam em algumas regiões do Brasil), aqui é o famosos double-double. Vocês acham que é só colocar o leite? Claro que não! Tem leite skimmed, partly skimmed, 1%, 2%, 3%, 10%, etc. Uns dizem que o número é o percentual de gordura, outros dizem que é o percetual de sabor, quanto maior o número, mais sabor. Eu, como bom mamífero, parei de tomar leite assim que desmamei, quando tinha 3 anos de idade. Então só fico com o chafé com açucar. O ritual é interessante, estou me sentindo num filme americano. Você chega no local, compra o café, coloca os complementos, pega a tampinha coloca sobre o copo e vai embora para o trabalho. Mesmo que você não goste de café, tem que fazer isso, caso contrário ficará se sentindo deslocado.

O trabalho é muito interessante e ainda estou me acostumando com o fato de falar inglês o dia inteiro. Como ainda não tenho controle total da língua, esta atividade deixa a cabeça bem cansada. Uma abordagem que estou tomando é procurar não falar em português com ninguém durante o dia, assim se algum de vocês conversar comigo no MSN e eu só falar em inglês não se assustem. Estou apenas tentando não tocar horror na minha cabeça. O engraçado é que o ouvido vai se acostumando, no começo, quando cheguei aqui, precisava perguntar sempre para repetirem a frase. Agora não, já estou por dentro e não peço para repetirem, não entendo nada, mas mantenho a minha dignidade.

É isso pessoal, estamos continuando nossa jornada e esperamos a presença de vocês por aqui. Tenham uma boa semana.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Post Inicial

Estamos criando este novo espaço para dar continuidade em nosso trabalho de repassar novidades, diferenças, descobertas, alegrias e dificuldades de imigrantes Brasileiros em terras Canadenses.

Continuaremos com nosso tom bem humorado, mas não manteremos a periodicidade demonstrada no blog anterior. Esperaremos ocorrências interessantes para popularmos este espaço. Porém, buscamos continuar nos divertindo com vocês e estaremos sempre mostrando a cara.

Mudamos de blog, pois não iremos mais demonstrar uma aventura. Nossa realidade agora é uma vida num país maravilhoso que estamos aprendendo a amar com todos os seus benefícios e também variáveis nem tão glamorosas assim. Como no blog anterior, não iremos esconder as dificuldades, pois queremos que todos que estão prestes a entrar nessa aventura tenha informações valiosas em mãos para poder trabalhá-lhas em seus benefícios.

Gostaríamos de deixar claro que esta continuação só ocorreu devido aos diversos pedidos de pessoas que muito respeitamos. Não sabíamos da grandeza que nossa visão tinha sobre as pessoas e isso nos deixou muito animados. Realmente nos sentimos honrados em poder prover momentos agradáveis a todos que visitam nosso espaço virtual. Assim, entendemos que nosso objetivo está sendo alcançado ao conseguimos passar um pouco do que estamos sentindo aqui. Isso enaltece a nossa vida e gostaríamos que todos soubessem disso.

Obrigado a todos. Espero que estejamos iniciando mais um espaço para muita diversão.

Espero tomar muitos Haagen Dazs junto com vocês.