quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma história para se contar (3)

Antes de começar este post gostaria de agradecer às diversas mensagens de parabenização que recebemos. Ainda não chegamos nem na metade da brincadeira, portanto aguentem firmes que ainda tem muita emoção por vir.

A mudança para o Canadá era uma barreira para a Nanade. Ela sabia que só poderíamos começar a correr atrás deste sonho após 3 meses da nossa entrada no país, pois o OHIP tem essa “carência”. Assim, 3 meses para mudar mais 3 meses para começar a entender quais seriam os passos necessários para fazermos a inseminação era tempo demais para a cabecinha dela. Depois de 6 anos esperando, cada minuto era uma eternidade. Porém, não tinha o que fazer, pois não dava tempo de começar antes de sair. Os 3 primeiros meses no Canadá acabaram passando muito rápido neste aspecto. Como puderam avaliar pelos primeiros posts do blog, tinhamos muitas outras preocupações que tomavam nosso tempo. Morávamos numa granja, tínhamos que arrumar emprego, carro, carteira de motorista e muitas outras coisas que nos faziam esquecer um pouco desse assunto.

3 Meses de Canadá, junho de 2008, OHIP na mão, começa a corrida pelo ouro. Em outras palavras, começa a corrida pelo maravilhoso mundo do sistema de saúde canadense. A primeira coisa que fizemos foi ligar diretamente para uma clínica de fertilidade, mas eles disseram que não poderiam nos atender, uma vez que deveríamos ser indicados por um médico especialista. Para chegar a um médico especialista deveríamos primeiro passar por um médico de família. Para conseguir um médico de família precisaríamos achar alguém que estivesse disposto a ser médico de família, que pelo visto é uma coisa muito complicada por aqui. Mais informações podem ser lidas no nosso post sobre essa viagem (http://nanadeelunocanada.blogspot.com/2008/09/disclaimer-post-longo-estou-tentando.html). Depois de tudo isso precisaríamos convencer os médicos que já sabíamos qual era o problema para evitar passar por todo o caminho já percorrido no Brasil. Ledo engano!

Tudo começou no médico de família. Chegamos já decididos com o que queríamos. Na primeira consulta com a Iaia Boneca já pedimos uma indicação para uma clínica de fertilidade. Porém, vocês já sabem como foram as coisas, né? Tivemos que esperar uma semana para sermos atendidos pelo nosso médico de família para podermos requisitar esta indicação. O papo começou da estaca zero. “Use cuecas frouxas e....”. Vamos parar este papo por aqui. Eu já passei por tudo isso! Cueca frouxa, amendoim, castanha de cajú, catuaba, sexo 5 vezes por semana, novena, promessa para Tuéris, you name it! Só queremos uma indicação para uma clínica de fertilidade! Simples assim! Bom, parece que não é tão simples quanto imaginávamos. Ele disse que antes de nos indicar para a clínica, ele deveria ver o resultado dos exames médicos. Eu mostrei os que tínhamos do Brasil, mas como tudo que trouxemos, não valeu de nada. Lá fui eu para mais um espermograma. A Nanade já tava com ciúmes do potinho. Aqui no Canadá tem uma vantagem em relação ao exame. É possível realizar a coleta em casa e, muita ênfase, com auxílio externo, se é que me entendem. Eu não tive essa ajudinha, mas o fato de coletar em casa já foi um grande diferencial. O resultado, adivinhem, o formato era dominado pelos cabeçudos. Assim consegui minha indicação para o Urologista. Primeira barreira vencida.

O urologista começou com o mesmo papo e joguei muito aberto. Veja bem, eu já sei exatamente o que eu tenho, não preciso mais de exames e períodos de avaliação. Meu problema é que o formato dos espermatozóides não é o ideal e tenho menos de 4% de ninjas. Eu ainda não consegui achar a tradução de “Gala Rala”, acho que seria algo como “Thin Gala” ou “I am shooting Blank” e assim ficava difícil explicar a situação. Acho que ele nunca foi no Nordeste. Compreensível! A única coisa que precisava era uma indicação para uma clínica de fertilidade. “Tudo bem, tudo bem, mas para fazer isso preciso fazer um teste de varicocele (que eu já tinha feito no Brasil) e mais 3 espermogramas. Com isso poderei indicar para uma clínica de fertilidade”. Há esta altura a Nanade já estava pirada! Mais 3 meses? Pois é, bonita, mas pelo menos agora já estamos no processo. Temos que ter calma, já estamos no caminho certo! Depois dos 3 meses os resultados foram exatamente o que já havíamos dito e finalmente conseguimos a indicação para a clínica. A Nanade estava no Brasil e esperamos por mais um mês para iniciarmos de fato nosso processo. Agora sim, finalmente o sinal verde se acendeu e a brincadeira começou.

A Nanade chegou sedenta do Brasil, a única coisa que falava era: “será que já neste mês iremos fazer a inseminação?”. Calma bonita! Acredito que ainda haverá uma fase de avaliação para saber o que fazer. E assim começou a caminhada. Vocês lembram que a Nanade estava com ciúmes do potinho? Pois, é! Ela pagou o pato. A primeira fase do processo foi entender onde eles deveriam atacar. Então fizemos um exame de sangue e a Nanade fez uma ultrassonografia (chamarei de “ultra” a partir deste momento) externa e interna. A partir daí a Nanade repetiu os exames quase todos os dias por duas semanas seguidas. O objetivo era entender o seu ciclo para poderem atuar futuramente. Paralelamente fiz mais exames que, adivinhem, envolviam espermogramas. Acho que no meu testamento os potinhos terão um lugar especial. Durante a fase de avaliação da Nanade aconteceu um episódio que foi um sonho. No dia que foi constatada a ovulação, o médico prescreveu sexo para a noite. Essa é a melhor situação que existe na face da terra. Por pior que eu me comportasse, por prescrição médica, teria que haver sexo de noite. Nada de dança do pombo, nada de flores, nada de conversa, nada de não jogar cueca no chão, nada! Este dia eu ditava as regras. Quero chegar em casa, jantar pronto na mesa, banho tomado e futebol na TV. Depois disso, massagem nas costas e vamos aos trabalhos. Vocês acham que aconteceu assim? Claro que não, pois não tenho moral em casa! Mas isso é uma outra história!

Final do primeiro mês, tudo identificado e adivinhem?!! O formato dos espermatozóides impediam, ou diminuiam muito, a nossa possibilidade de engravidar. Jura??!! Que novidade!!! Isso nós já sabíamos, agora queremos saber o que fazer. Para o nosso caso existiam basicamente três opções:

- Intrauterine Insemination (IUI). Esta técnica é realizada através da coleta e “lavagem” do esperma. Esta lavagem ajuda a separar os espermatozóides bons dos ruins. O resultado é inserido diretamente no útero da mulher na época da ovulação.
- In-Vitro Fertilization (IVF). Esta técnica consiste no estímulo ao ovário para produção excessiva dos óvulos que serão retirados para a realização da fertilização fora do corpo (in vitro). O óvulo será jogado numa “piscina” de espermatozoides que farão o trabalho de fertilizá-lo.
- Intracytoplasmic sperm injection (ICSI). Essa técnica tem o mesmo princípio da anterior, porém é escolhido um espermatozóide para ser colocado diretamente em um óvulo para garantir que a fecundação ocorra.

Para uma melhor vizualização dos dois últimos métodos, vejam o vídeo a seguir. Recomendo que todos assistam, pois o processo é impressionante. http://www.youtube.com/watch?v=kcJWPWb2uBs.

Até começar o processo de fertilização propriamente dito tudo é coberto pelo OHIP (ultra, exames de sangue e alguns exames complementares). Alguns exames muito específicos não são cobertos, mas também não tem um custo proibitivo. Algumas pessoas nos perguntaram sobre preços, mas é muito difícil falar, pois tudo varia de acordo com os métodos a serem utilizados. Ouvimos uma história de uma pessoa que a cada tentativa ela gastava cerca de 25K dollars devido aos remédios que ela tinha que tomar e essa é a grande variável. Sabemos de outro caso onde a variação do preço do remédio era de 90% de acordo com o local e a marca obtida e isso logicamente muda totalmente o preço final do processo. Assim, cada caso é um caso, não há como prever.

Durante a nossa viagem conseguimos entender exatamente o que deve ocorrer para haver a concepção de uma criança. Fica a pergunta no ar: como alguém consegue engravidar por método normal? É incrível a quantidade de variáveis que devem estar alinhadas para que possamos receber um pimpolho em casa. Resumidamente falando: os ovários começam uma corrida, gerando vários folículos sob o estítulo do FSH. O crescimento destes folículos fazem o corpo aumentar a quantidade de estrógeno, que ajudam a formar o endométrio e outras coisinhas a mais. No auge do amadurecimento do folículo a alta quantidade de estrógeno é percebida pelo cérebro que libera uma produção elevada de LH, responsável por liberar o óvulo maduro (vencedor da corrida). Se o óvulo não for fertilizado em 72 horas, tudo vai por água abaixo, literalmente. Assim, paralelamente à liberação do óvulo deve haver a inserção de espermatozóides que inicialmente ficam armazenados numa “piscininha” na estrada do colo do útero. Aos poucos eles passam pela cavidade que deve conter o PH ajustado para que não os matem antes que cheguem ao seu destino. Depois de fertilizado, o embrião deve se ajustar às paredes do útero e o corpo deve começar a produzir HCG (que é a forma de saber se a mulher está grávida), estrógeno, progesterona. Ufaaaa! Tudo isso deve ter uma sincronia perfeita para que possamos ver as duas listrinhas no exame de gravidez. Novamente: como alguém consegue engravidar por método normal?

Começa o nosso processo de IUI. A Nanade entra na fase de monitoração mais uma vez. Exame de sangue e ultra quase diárias por duas semanas. O objetivo era saber exatamente o dia da ovulação e assim iniciar minha brilhante participação de coleta de espermatozóides. Depois de lavados, eles seriam inseridos diretamente no últero (como dito anteriormente). A vantagem desse método é que resolve alguns problemas como a questão do PH e da má formação. A lavagem do esperma trará apenas os espermatozoides fortes e já que serão introduzidos diretamente no útero, não precisarão mais passar pelo cólo, onde PH mais ácido poderia matá-los. Assim foi feito, no dia anterior à ovulação a Nanade tomou uma injeção na barriga que iria assegurar a liberação do óvulo. A injeção é bastante dolorida e ela ficou reclamando a noite inteira. Porém, nada iria atrapalhar. O que é uma injeção na barriga para quem tirou sangue durante 10 dias seguidos? Com essa abordagem nossas chances aumentaram de menos de 1% para 20%. Festa total! Depois da lavagem do esperma a contagem de espermatozóides estava ótima. A Nanade ficou 30 minutos deitada para garantir que os manézinhos se encontrariam. No dia seguinte repetimos o processo e mais 10 milhões de figurinhas foram inseridos no seu útero. Nossa confiança chegou a 100%, mas precisávamos esperar 10 dias para fazer o exame de gravidez. Que espera agoniante!

Neste período conversamos bastante sobre todo o processo, como havíamos amadurecido, quais eram os nossos planos, como daríamos a notícia aos nossos familiares e amigos, nomes, quartos e tantos outros diversos assuntos. A Nanade já se sentia grávida, sentia cheiros diferentes, seios crescendo, enjoos, indisposição e tantas outras coisas que ela lia em relação à sintomas de gravidez. Ela estava em estado de graça. Chega o dia do exame e estávamos muito confiantes, pois sabiamos que este método resolvia nossos problemas e agora era só confirmar o que já sabíamos. Seríamos pais no meio do inverno! Who cares????

Recebo a ligação da clínica com o resultado e........ negativo! Hã? Are you sure? “Yes, sir! Sorry for that. Please call Dr XYZ to discuss the continuation of your treatment”. Eu fiquei sem saber o que fazer. Como eu ligaria para a Nanade? Ela estava certa que tudo já havia funcionado e é nestes momentos que temos as maiores decepções. Tentei enrolar e não ligar, mas ela não se conteve e me ligou no meio do dia. Tive que falar a verdade e esperar pelo melhor. Ela só disse: “ok, meu amor. Depois conversamos”. Eu sabia que não era só isso, mas tinha que me contentar com sua resposta.

Cheguei em casa depois do trabalho e pude presenciar um dos momentos mais difíceis de nossa história. Os olhos inchados, cabisbaixa, sem palavras, encolhida sobre a cama como se estivesse perdido todas as esperanças, um luto velado por algo que deveria ter acontecido, um sonho tão real e próximo que se desfez com uma simples ligação.Ela não precisava falar nada, pois eu conseguia ver exatamente o que estava “dizendo”. Parecia que haviam tirado o mundo debaixo de seus pés. O que eram todos aqueles sinais? O que devemos fazer? Será que precisarei passar por todo esse sofrimento novamente? Por que não entramos antes no processo? Quanto tempo mais teremos que sofrer assim? Como pode ter dado errado? Por que não tentamos no Brasil antes de vir? Cadê a minha mãe? A cama quentinha era a única coisa que a confortava. Fiquei ao seu lado tentando fazer carinho e a confortando, mas percebia que ela havia se fechado num mundo diferente. Seu olhar me trazia dor, eu podia sentir o seu sofrimento. Durante 3 dias ela não falou nada, não levantou, não reclamou, não brigou pela cozinha desarrumada, não deu atenção para a Dalila e, o que mais me fez falta, não sorriu. O som da sua gargalhada é o meu combustível e eu tinha que fazer algo para tirá-la daquele estado. Resolvi ligar para o médico e marquei uma consulta para o dia seguinte. Ela se negou a ir, disse que começaria a chorar logo na entrada e não queria passar por este vexame. Fui sozinho, pois também precisava de respostas. Foi aí que percebi que o médico é muito mais do que um geneticista. Ele me fez voltar em casa para buscar a Nanade, pois precisava conversar com os dois juntos. Quando voltamos tivemos uma longa e esclarecedora conversa. O grande problema é que ignoramos o fato de que 20% é diferente de 100%. Aliás, muito pelo contrário, o normal é não acontecer. O ser humano é a espécie com a pior taxa de sucesso na reprodução entre os seres vivos. Se quiséssemos ter filhos teríamos que lutar e saber que esses contratempos iriam ocorrer eventualmente, mas que pelos resultados que tinha em mãos, ele garantia que teríamos sucesso. “O caso de vocês é simples, mas não podem ignorar os números”.

Voltamos para casa renovados... kinda! Se quiséssemos tentar novamente teríamos que voltar em 3 dias para começar a rotina de monitoramento. Desta vez a Nanade já não estava empolgada e isso deveria ter sido uma característica boa,mas não foi. Ao invés de se sentir mais leve e despreocupada, esta falta de empolgação funcionou com um efeito contrário. Tirar sangue doía muito mais, a ultra incomodava em demasia, o caminho para a clínica era mais longo, pegar ônibus era um fardo, saber a quantidade de óvulos na corrida já não tinha graça. Eu também estava um pouco descrente e tentava passar confiança, mas o primeiro resultado trouxe um efeito negativo para mim. Eu passei a me sentir culpado por tudo que a Nanade estava passando e não podia fazer nada. A sensação de impotência, em todos os aspectos, era completa. O processo se arrastou e demorou mais do que o normal. Os dias pareciam anos, as semanas não se fechavam. A injeção para liberar o óvulo foi uma verdadeira facada na sua barriga, a comida não tinha gosto. A Dalila era a única coisa que conseguia fazer as feições da Nanade se modificar em algo que lembrava um breve sorriso, mas ainda nenhuma música fugia do seu interior. No dia da ovulação não acordamos com aquele friozinho na barriga e quando voltamos para casa não conversamos sobre planos. Os 10 dias seguintes foram tão morosos quanto os anteriores e o resultado não poderia ter sido diferente: negativo. A explicação era que os cabeçudos não eram “lavados”, pois ainda conseguiam nadar sem problemas. Porém, eles atrapalhavam o andamento dos outros por serem numericamente muito maiores. Assim, a solução mais eficiente seria o ICSI, já que eles pegariam um espermatozóide e colocariam em um óvulo. Nem o IVF seria recomendável.

Estávamos num ponto de decisão. Deveríamos mudar de método e tentar o ICSI ou continuar naquele IUI? A única certeza que tínhamos é que estávamos psicologicamente esgotados e tentar encarar novamente este ciclo não parecia a melhor opção do momento. Precisávamos ter a cabeça no lugar para verificar os custos, a base emocional e as condições físicas necessárias para encarar um novo ciclo, então decidimos tirar férias desse assunto para arejar a cabeça.

Que o tempo nos traga a tranquilidade e sabedoria necessárias para definir nosso futuro.

Bom, achei que caberia tudo neste post, mas parece que teremos mais um para completar. Ainda tem muito o que contar.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma história para se contar (2)

Vida que segue, a idéia era nos organizar melhor antes de colocarmos nossos planos em prática. Quando casamos eu trabalhava em uma empresa de consultoria que tomova muito do meu tempo com viagens e isso só nos ajudava a confirmar que os planos estavam corretos.

Tempos depois eu abri uma empresa de consultoria com meus grandes amigos Ricardo e Carlos e o trabalho que já era grande, aumentou 347%. Ao invés de fazermos apenas nossa parte de consultores de entrega dos serviços, passamos a fazer o planejamento, elaboração de táticas de venda, venda, networking com clientes e parceiros, pagamento de contas, interação com contadora, assinatura de contrato de plano de saúde, procura por recursos para trabalhar nos projetos, identificação de oportunidades, participação em eventos para divulgação da empresa, preparação do material de venda, cafézinho e tantas outras coisas que é transparente para quem trabalha em uma empresa já constituída. Porém, não havia problemas em relação à gravidez, pois estava tudo dentro do planejado. Fazendo um parentesis, o ponto interessante da experiência de abrir uma empresa é a interação que temos com outras pessoas durante o processo. Quando decide entrar nessa brincadeira você é taxado de louco, pois “quem vai largar uma coisa que é certa para enfrentar uma aventura cheia de incertezas”? Isso soa familiar para vocês? Ouvimos isso com bastante frequência em tantas outras aventuras que resolvemos encarar. O mais interessante é que as mesmas pessoas que os taxam de loucos, depois batem nas costas dizendo “Nossa! O que vocês conseguiram é muito interessante! Eu queria ter um pouco disso que conquistaram!”. Eu não estou dizendo que as pessoas são negativas ou invejosas (algumas eram), mas a idéia é demonstrar que algumas vezes o receio de encarar o começo de uma caminhada priva a oportunidade de viver grandes momentos. Existe uma excelente frase que expressa bem a importância e o peso de início de toda iniciativa: “A good beginning is half way to success”.

Chega a formatura da Nanade em 2003 e, com o evento, a vontade de ser mãe começou a voltar ao palco principal. Porém, era impossível pensar em algo neste aspecto devido à quantidade de trabalho. Nestes momentos que vemos quão valorozas são as pessoas que escolhemos. O maior sonho da Nanade é ser mãe, de gêmeos, mas ela tinha os pés no chão e entendia, mesmo que contrariada, que uma criança naquele momento não seria a melhor opção, imaginem duas. Porém, em nenhum momento eu senti cobrança de sua parte para acelerar os relógios ou diminuir as barras dos objetivos que traçamos para que a luz verde se acendesse para a tentativa dos nossos filhotes. Muito pelo contrário, seus planos estavam sendo adiados e eu sentia todo o apoio necessário para continuar na batalha para encontrar um ambiente propício para que entrássemos juntos neste longo caminho. Eu a admiro, acima do respeito e do amor que sinto pela minha princesa, eu a admiro. Admiro o fato de que ela, acima de todos os seus sonhos, suportou os meus. Admiro a sua habilidade de transformar os seus anseios em pensamentos positivos e ações práticas para que eu pudesse fazer a minha parte do jogo. Admiro sua capacidade de lidar com esta situação de maneira tão criativa. Cada gravidez de amigas e pessoas próximas eram tratadas como se fossem dela. Acredito que esta era a forma de viver parcialmente seu sonho e apaziguar o chamado natural que urgia em sua cabeça e corpo. Talvez as amigas sentissem apenas o lado de estarem sendo mimadas, mas não têm a idéia do bem que estavam fazendo para a Nanade. Eu sentia quão satisfeita ficava a minha princesa depois de interagir com as gravidinhas. Era uma realização mesmo. Não tenho como agradecer tudo isso que ela me ofereceu. Aliás, tenho sim, retribuindo tudo o que recebi a cada dia que acordo ao seu lado, não por obrigação, mas por prazer de prover a alegria sentida durante todo esse tempo.

No início de 2005 decidimos fechar a empresa e com isso parti com a Nanade para São Paulo. A idéia era usar esta mudança como um treinamento para alcançar o nosso plano maior, o Canadá. Estávamos cortando o cordão umbilical e ajudando não somente a nossa cabeça, mas principalmente a dos nossos familiares para que se acostumassem com a idéia de morarmos longe. A mudança para São Paulo foi a gota d’água no relógio biológico da Nanade, parece que a cidade grande fez ebulir os hormônios e proporcionalmente diminuir a paciência quanto aos fatores externos que influenciavam a decisão. Esse sinal verde teria que arrumar um jeito de aparecer. Depois de um ano em Sampa (não sei como consegui segurar tanto tempo) fui trabalhar do outro lado do balcão, ou seja, deixei de ser consultor e passei a ser cliente. Este era a última variável que faltava para podermos finalmente correr ao encontro de nossos pequenos. Nada mais de 10 a 12 horas por dia de trabalho, de viagens constantes, agora era horário fixo de 9-18, finais de semanas liberados para lazer e uma boa fonte de renda. Finalmente chegou a hora, minha linda!

Porém, não sabíamos que estávamos nos preparando para uma maratona. 1, 2, 3 meses, nada! Estamos tentando, daqui a pouco vem. 4, 5, 6 meses e o sinal verde virou amarelo. Tem alguma coisa errada aí! Fomos procurar um médico. A visita ao médico foi super tranquila. Ele nos disse que não poderia fazer muita coisa, pois meus exames mostravam que estava tudo ok. Eu havia repetido o espermograma só para ter certeza que as taxas estavam normais. “É assim, mesmo! Em média um casal normal demora 6 meses para engravidar. Pelo quadro que me falou isso pode ser ainda resultado da sua vida estressada de antes. Use cueca frouxa e durante o período fértil da sua esposa procurem praticar bastante, pois a prática leva a perfeição”. Excelente! Saí do médico com uma boa sensação. Precisa desestressar e a melhor forma de fazer isso é praticando o que ele nos prescreveu. Uh hu! Quer coisa melhor do que isso? Tenho certeza que nos divertiremos muito neste segundo semestre.

A diversão durou apenas até a segunda semana do primeiro ciclo. Nunca pensamos que um dia iríamos não querer praticar o esporte. Isso é uma situação inconcebível.Pelo menos isso nunca havia passado pela minha cabeça. Essa obrigação acaba com a graça do “brinquedo”. Depois do terceiro dia não tinha Dança do Pombo que resolvesse. Jantávamos já com lágrimas nos olhos lembrando que teríamos que tentar acertar o alvo mais tarde. A partir do terceiro mês, o simples fato de escutar qualquer assunto relacionado nos causava dores físicas. “Tem certeza que quer tentar hoje?”. “Querer, querer, eu não quero, mas vai que é hoje que acertamos os números da megasena?”. Não podíamos desperdiçar oportunidade e não podemos ser acusados de não tentar. Nos próximos 6 meses emagrecemos 8 kg e ficamos com olheiras de urso panda. A voz afinou, os cabelos ficaram bonitos e sedosos, a pele parecendo um pêssego, mas nada de vermos as duas listras nos testes de gravidez.

Depois do primeiro ano sem sucesso voltamos aos médicos para uma segunda bateria de exames. Neste ponto já poderíamos ser considerados para aplicar para tratamentos de infertilidade. Os nossos exames sempre deram todos normais novamente, então o culpado passou a ser a ansiedade de Nanade. Tadinha! Como não ficar ansiosa, também! Ela esperou por isso por 5 anos de casamento e não tem como controlar. Ela entrou no Ioga, exercícios, tratamento para relaxamento, foco nos estudos e acabamos comprando a Dalila para que o instinto materno da Nanade fosse de alguma forma utilizado. Isso funcionou, acho que é por isso que a gata é tão mimada. Paralelamente eu comecei a tomar um complexo vitamínico com foco na vitamina e comecei mais uma série de espermogramas. Eu estava de saco cheio disso e lemrbo que reclamei ao médico. “Vou ser bem sincero, esse negócio de espermograma é a pior coisa que existe”. “Ah é?! Espere até chegar aos 40 anos, o buraco será literalmente mais embaixo e você sentirá saudade desta época”. Nossa! Esse médico era realmente bom, ela sabia como me incentivar. Nesta fase sempre ouvíamos histórias de pessoas que tentavam engravidar por vários anos, depois desistiam e resolviam adotar alguém ou fazer um tratamento de inseminação artificial. Depois de conseguirem os filhos, conseguiam engravidar naturalmente, pois já não tinham mais a pressão e a ansiedade em suas cabeças. Tenho certeza que existem várias pessoas que passaram e/ou passam por essa mesma situação e precisamos compartilhar um segredo: estas histórias não ajudam! Eu tenho certeza absoluta que aqueles que as contam têm a melhor das intensões, mas realmente elas funcionam no sentido oposto, pois aumenta a ansiedade mostrando que o caminho pode ser muito maior do que pensamos.

Mais 6 meses com estas tentativas até que meu médico resolveu que iria pedir um exame mais específico para tentar entender melhor o quadro. Foi então que pediu um exame que demonstraria o formato dos espermas. Bingo! Acharam o problema! Eu tenho quantidade suficiente de espermatozoides e com boa mobilidade. Porém, a percentagem de esperma com o formato correto (denominarei-os de ninjas), capaz de fecundar o óvulo, eram apenas de 1% a 4% do total, quando o mínimo necessário para obter sucesso nas tentativas era 15%. Caramba, minha mãe ficou toda triste, ela disse: “Eu tenho tanto orgulho dos meus filhinhos nordestinos, todos de cabeça redondinhas, porém não sabia que isso teria um efeito colateral”. Pois é, Mãezinha! O pior é que os cabeçudos ainda atrapalham os ninjas na hora da natação e a probabilidade de sucesso nesses casos é de menos de 1%.

Nós nunca havíamos ouvido falar nisso, por isso nunca nos atentamos para o fato. Minha tia Susan disse que esse problema é muito conhecido no Nordeste. Existe até um nome científico bem disseminado no ambiente acadêmico e popular que ajuda às pessoas na procura do melhor apoio para resolução deste problema. Estou classificado como um exemplar vivo do difundido conceito da “Gala Rala”. É tia, você está certa, mas neste caso não tem maizena que resolva.

Faltavam 3 meses para virmos para o Canadá quando o problema foi realmente definido. Precisaríamos de apoio, leia-se um programa de auxílio para fertilização, para conseguirmos engravidar. Digo, tínhamos menos de 1% de chance de conseguirmos naturalmente, mas decidimos que no Canadá daríamos início ao tratamento. Isso gerou mais ansiedade e stress, pois sabíamos que a Nanade já estava no seu limite em relação a este assunto.

Próximo post, falaremos sobre a caminhada já nas Terras Geladas. Será que precisamos de tratamento ou o frio ajudou engrossar a “parada”?

Nanade & Lu Plus 2

Não é um no show de reality TV, é apenas reality.



No sábado, em meio a muita confusão descobrimos que a população da casa vai dobrar (ninguém considera a Dalila como familía, certo?). A prova está abaixo. A qualidade está ruim, pois é uma foto da impressão da ultrasonografia (ninguém entende a não ser os pais), mas a emoção é enorme.





Quando chegar em casa irei scanear a ultrasonografia para ver se melhora e atualizarei o post.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Uma história para se contar

Algumas coisas na vida são tão simples que não merecem uma explicação, outras tão complicadas que não conseguem ser explicadas. Nossa história, ainda em andamento, tem partes simples como a preparação de uma festa de casamento e complicadas como a busca da compreensão em relação ao insucesso de tentativas na concepção de uma semente para a continuidade de nossa história. No meio destes dois extremos existiram várias situações que merecem ser divulgadas. Tentaremos passar todos os sentimentos que compartilhamos fechados em nosso mundo, pois acreditamos que eles nos transformaram em pessoas felizes e melhores. Melhor do que viver uma emoção, é saber reconhecê-la e revivê-la quantas vezes possível.

Nossa história começa há muito tempo atrás, mais de 15 anos quando ouvi pela primeira vez a frase: “Eu quero ser mãe nova, depois de casar eu quero engravidar em no máximo um ano”. Nossa! Nós havíamos dado só um beijo! Eu achava que haviam outras coisas mais românticas para se dizer após o primeiro beijo e da minha parte só saiu: eeeerrrrrrrrrrrr, ok! Afinal, depois daquele beijo docinho e aquela coisa linda nos meus braços, o que mais eu podia fazer a não ser concordar. Porém, o que havia acontecido com as fases de namoro, noivado e coisas afins? Além é claro de algumas variáveis muito importantes como dinheiro e estabilidade emocional. Na época eu tinha 17 anos, ela 14, vocês imaginam como isso é interpretado na cabeça de um “pivete”? Como eu pensava da mesma forma, ou seja, não queria ser pai “véio”, então não encarava como um problema, mas minha interpretação foi “claro, claro, quando casarmos iremos providenciar isso”. Muita calma nessa hora, ainda temos muito chão pela frente antes de pensar neste passo.

Chega o grande momento. A preparação da festa de casamento, uma cerimônia onde o noivo (este que vos fala) é tão (ou menos) importante do que os ornamentos da igreja, estava a todo vapor quando a Nanade mais do que nunca reafirmava seus planos de ter filhos rapidamente. Parece que nem os 7 anos e meio de enrolação, digo namoro, ajudaram a tirar a idéia fixa de ser mãe cedo daquela cabecinha. Aliás, esse “passo adiante” não era apenas uma idéia da noiva, mas de toda a família da parte do noivo. Os véios ainda não tinham netos e minha avó por parte de mãe ainda não tinha bisnetos. Aliás, esta realidade se mantém até hoje. Pela parte da família da noiva temos que fazer uma menção honrosa ao Alex. O filho mais velho da família buscapé é uma máquina de gerar menino. Se algum dia vocês estiverem perto dele e ele espirrar, cooooooooorram, caso não queria engravidar. É incrível a capacidade deste cara, como diz o meu amigo Ricardo, se pingar no chão nasce uma árvore. Vale ressaltar que antes de casarmos realizamos vários testes para avaliarmos nossa saúde. Um dos testes que realizei foi o espermograma, que merece ser contado com detalhes.

Eu resolvi fazer o exame por pura escolha pessoal, queria saber se estava tudo bem comigo e este exame estava na lista. Eu sempre achei que os laboratórios seriam bem preparados e de fato existem alguns com uma estrutura muito boa. Porém, como tenho uma sorte incrível para passar por experiências valiosas para serem contadas, fui cair num laboratório lixão em Brasília. Eu estava extremamente nervoso, pois seria a primeira vez que alguém teria certeza que eu estava me “divertindo” dentro de um recinto. Claro que nós nunca achamos que nossos pais sabem, então reformularei esta frase: seria a primeira vez que eu teria certeza que alguém tinha certeza que eu estava me “divertindo” dentro de um recinto. Acreditem, isso não é uma sensação muito agradável e com certeza não ajuda no resultado do exame, se é que me entendem.

Cheguei no laboratório, peguei uma senha e fiquei aguardando na sala de espera junto com uma dúzia de pessoas que esperavam ser chamadas para diversos exames. Chegou o meu número e fui ser atendido pela recepcionista. Eu realmente estava morrendo de vergonha. Quem em sã consciência escolhe fazer um espermograma sem qualquer motivo? Muito trêmulo entreguei o papel com o requisição do exame para a moça que gentilmente me perguntou num tom que toda a sala conseguia ouvir. “Espermograma?”. “Si..sim... é.. é..é isso que está escrito aí, certo?”. Minha voz quase não saia e eu não tinha coragem de olhar para trás, pois sentia que todos os olhares estavam batendo na minha nuca. A visão que eu tinha da sala (na minha imaginação) era uma pessoa cochichando uns com os outros e uma senhora tampando o ouvido do seu filho na primeira fila. Não sei se foi isso que ocorreu, mas era isso que estava na minha cabeça. “Cris, trás um recipiente para espermograma”, novamente aquela voz que não cabia dentro do balcão de entrada reverbera no recinto. Uma mulher simpática veio com um copinho que parecia um balde (ainda na minha imaginação). Eu fiquei assustado com o tamanho e perguntei se precisaria encher aquilo. Ela riu e disse que não, era só o que eu pudesse fornecer. Puxei força do fundo do meu estômago e consegui soltar a única piadinha que veio à minha cabeça. “Ufa! Ainda bem! Caso contrário precisaria de uns 3 dias” e veio um sorriso amarelado. Foi então que a recepcionista com toda a sua simpatia me disse uma palavra de apoio: “próximo!”.

Bom, não sabia o que fazer e me dirigi à simpática Cris para me ajudar (não da forma que estão pensando). A Cris me explicou que eu tinha que coletar o “material” e quando terminasse poderia apertar a campainha na parede que ela voltaria para pegar a encomenda. Fiquei muito mais confiante por ver que existia todo um esquema para te deixar mais a vontade para a realização do exame. Muito mais seguro de mim, resolvi seguir adiante: “Ok, posso ir para o local, onde é o ambiente preparado?”. Ela esticou o braço e apontou para o banheiro que se localizava no meio da sala de espera, aquela com um dúzia de pessoas que haviam acabado de ouvir o que eu estava fazendo ali. “Cris, me ajude por favor! Você tem certeza que não há outro recinto mais, digamos, discreto, onde eu pudesse me “concentrar” melhor?”. “Não, este é o único local disponível”. Rapidamente a confiança e segurança foram por água abaixo. Eu sinceramente não sei como consegui atravessar a sala sob todos aqueles olhares para poder me trancar naquele banheiro que mais parecia uma cela de solitária. Eu não sei nem o que pensei na hora, pois acredito que esta lembrança foi apagada da minha memória. A única coisa que lembro é que quando fechei a porta e me preparei para começar o serviço ouvi um “shhp shhp shhp shhp, ihihihihihihihihihihihhihihi”. Aquilo foi uma bomba, eu não sabia o que as pessoas comentavam lá fora, mas eu tinha certeza que estavam rindo da minha cara. Isso atrasou o jogo em mais 10 minutos pelo menos. Sem contar que no meio da partida ainda rolou aquela batida de porta de alguém com vontade de ir ao banheiro. O cara ainda insistiu: “amigo, estou apertado”. “Acredite, quanto menos você insistir, mas rápido eu sairei, você definitivamente não está ajudando”.

Finalmente consegui chegar ao final. Os momentos decisivos foram os são mais angustiantes. Não vou explicar em detalhes, mas alguém já teve uma “emergência” onde teve que para no meio da estrada para se aliviar nas matas brasileiras e se deparou com o desafio de fazer isso em pé? Você não sabe se faz força nas pernas ou na barriga, se segura na árvore ou tira a calça da frente, se se preocupa com os mosquitos ou com os carros que passam na estrada. Sabem como é? Pois é exatamente este o sentimento. Após sair do recinto ignorei completamente quem estava sentado na sala de espera e corri para a campainha. Achei que tinha acabado, mas ao apertar a campainha a “sirene” tocou do lado de fora também e mais uma vez eu fui o centro das atenções. Eu parecia um menino que tinha acabado que quebrar o vaso chinês da mãe. Cabisbaixo, mãos para trás, não sabia se corria, chorava ou se escondia, mas sabia que tinha encarar o problema uma última vez. Finalmente a Cris apareceu e entreguei o pacote. Fim da agonia. Ufa!

No dia seguinte o laboratório ligou dizendo que a amostra não foi suficiente para realizar os exames e eu teria que voltar para encarar essa brincadeira novamente. AAHHHHHH, para com isso! Como alguém pode fornecer material suficiente neste recinto? Será que eu poderia fazer a coleta em casa e levar o material pronto? "Não senhor! Não é possível!" Caramba, esse pessoal deve estar filmando tudo e colocando no youtube, não é possível! Diga-se de passagem isso não existia nesta época. Para finalizar, consegui achar outro laboratório mais descente e realizei o exame novamente sem maiores traumas.

O resultado final foi satisfatório. Eu tinha a quantidade normal de espermas, a mobilidade estava boa e nada indicasse que eu teria problema para gerar uma criança. Nos poderíamos colocar nossos planos em prática a partir do momento que achássemos apropriado. Que beleza!

Nos posts seguintes, continuaremos contando nosso caminho. O que passamos em São Paulo e aqui no Canadá. Até a próxima.

Ser pai é... (1)

...não ter a menor idéia do que é ser pai

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Balaio de Gatos

Nós não poderíamos deixar de colocar este suspense para dar uma notícia destas. Todos os casais recém casados sabem como isso funciona. Nós perdemos o direito de ter uma novidade que invariavelmente as pessoas já ligam isso à uma gravidez. Estamos casados há 8 anos e já passamos por várias situações dessas.

Temos novidades: grávidos? Não! Estamos nos mudando para São Paulo.
Temos novidades: grávidos? Não! Iremos passar o natal em Brasília.
Temos novidades: grávidos? Não! Estamos nos mudando para o Canadá.
Temos novidades: grávidos? Não! Compramos ingresso para o Cirque Du Soleil

Isso sempre gerava um pouquinho de frustração não somente para quem respondia, mas para nós também.

Porém, finamente para a alegria de todos aqueles que aguardavam ansiosamente por este grande momento (a lista é grande!) podemos dizer que todos estão certos nas suas respostas: Estamos grávidos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Finalmente conhecemos a segunda linha vermelha. Ela já era quase uma lenda após diversas tentativas.

Claro que a notícia não será tão simples assim. Teremos que contar toda a história que passamos até chegar aqui e quais foram as lutas vencidas e perdidas, alegrias e tristezas, e muitas outras informações que descobrimos ser tão mais comuns do que imaginávamos. Para quem não sabe, tivemos que passar por uma ajudinha para conseguir este grande presente. Assim, gostaríamos de compartilhar os caminhos percorridos para poder auxiliar aqueles que precisarem deste apoio aqui no Canadá.

Paralelamente irei lançar a série de posts “Ser pai é...” para demonstrar o que um (como dizem os baianos aqui no Canda) “Pai Fresco” enfrenta no decorrer desta caminhada. Com certeza estamos entrando numa nova fase e isso nos permite uma nova oportunidade para realizar descobertas. Estamos muito eufóricos e tenho certeza que conseguiremos compartilhar estes momentos com todos aqueles que estão perto de nós, mesmo quando fisicamente distantes.

Se ficarmos muito chatos com o assunto, favor escrevam comentários nos avisando, pois estamos completamente abobalhados. Vocês irão entender o porquê.

Haagen Dazs de morango já rolou. Quantos mais tomaremos este ano?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Temos uma novidade!

Como diria o Mução: "Eu num sei si diiiiiiiiigo"

"Digo?"